Página 7 - Informativo Fesp iNova - Nº 2 - Agosto 2012

Projetos investigam impacto
ambiental na Serra da Canastra
O impacto causado
pela ocupação humana
em áreas de preserva-
ção ambiental, como
o Parque Nacional da
Serra da Canastra, está
sendo estudado por três
projetos de pesquisa
orientados pelo profes-
sor doutor João Vicen-
te Zampieron. Valéria
Pereira, Marina Gis-
chewsky, Henrique de
Oliveira e Paulo Regis
Leite participam como
bolsistas. Todos os pro-
jetos têm por objetivo
detectar a presença
dos metais, investigar
suas rotas no solo, em
plantas, corpos d’água,
sedimentos ou solo,
propondo medidas mitigado-
ras e avaliando a extensão dos
danos de sua presença”, expli-
ca o professor João Vicente.
O descarte incorreto de lixo
residencial e industrial, o uso
indiscriminado de defensivos
agrícolas nas plantações e os
rejeitos de atividades minera-
doras são as principais fontes
de contaminação do solo e
da água por metais pesados.
Esse tipo de poluição pode
ter como consequências desde
problemas de saúde até a im-
possibilidade de utilização de
áreas na agricultura. Também
participam nos projetos, como
co-orientadores, os professores
mestres Nelci Stripari e Juliano
Nunes e a professora doutora
Sonia Lúcia Zampieron.
Araneofauna do Parque Dr. Emílio Piantino é estudada
Um levantamento da fauna
de aranhas está sendo feito no
Parque Municipal Dr. Emílio
Piantino, em Passos. Participam
do projeto de pesquisa o bolsista
Eder Sebastião Costa e a volun-
tária Dayana Reis de Carvalho,
ambos alunos do curso de Ciên-
cias Biológicas, sob a orientação
da professora mestra Nelci de
Lima Stripari. O trabalho tem
como objetivos ampliar o conhe-
cimento sobre a área estudada e
dar subsídios para condução de
outros estudos sobre fauna e de
conservação. Com a abertura do
Parque à visitação pública, os
conhecimentos obtidos também
ajudarão a evitar acidentes com
esses animais ou agressões às es-
pécies da araneofauna existen-
tes no local. A coleta está sendo
realizada em três pontos distin-
tos do parque. Em seguida, as
aranhas são acondicionadas em
frascos devidamente etiqueta-
dos e, posteriormente, elas são
identificadas com o auxílio de
microscópio. “Esperamos cum-
prir todos os objetivos do pro-
jeto e também mostrar para as
pessoas que as aranhas têm um
papel importante na natureza”,
explica a professora Nelci. O
projeto teve início em abril e
tem duração de um ano.